MODERNIZADOR ULTRAPASSADO
Moderno. Essa é uma palavra que indica claramente o objetivo da palavra evolução, embora geralmente não se faça tal associação, pois o ser humano detém-se apenas no resultado final. Ou seja, para ele tudo o que é moderno é simplesmente atual. Pensando nisso, cabe a pergunta: quão moderno é o homem, afinal?
Sabe-se que a principal diferença entre o ser humano e os demais seres que habitam este planeta é a sua manifestação racional. É o tipo de capacidade que permite questionar-se: quanto tempo o homem reserva para os seus próprios pensamentos? Mais especificamente, para meditar acerca de uma vida rotineira? Quanto tempo o homem dispõe de seu dia-a-dia para se “automodernizar”, deixando de inovar apenas o que está ao seu redor? Com certeza o capitalismo nos dá a resposta a tal questionamento. Cada vez mais, o homem decide que pensar dá muito trabalho, pois terá de competir com homens que pensam mais do que ele. Assim, opta pelo caminho mais fácil: entregar-se a uma rotina mecânica e mesmo sem qualquer propósito genuíno para a sua autorrealização. Daí origina-se o estresse, os conflitos familiares e a insegurança quanto a própria potencialidade.
Num mundo onde a exclusão social impera, prossegue a realidade de um círculo vicioso que para muitos produz, mas não pensa; que concretiza, mas que por nada em si realiza; que ilude, mas não satisfaz; que pressiona, mas nada define. Num mundo onde o ter ainda prevalece sobre o ser, tudo é moderno, menos aquele que a tudo moderniza.
Lucas Borba
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário